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Por 05.12.2017
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Auxiliar de Cuca no Palmeiras, ex-jogador visita o Inter SM

De goleador de jogos escolares a goleador do Gauchão em 1985, Cláudio Prates, o Claudinho, marcou o seu nome na história do Inter SM.

Na última semana, o ex-jogador do Alvirrubro, esteve em Santa Maria e visitou a Baixada, onde encontrou com o diretor executivo Cezar Saccol, o técnico Vinicius Munhoz e o assessor do presidente e do departamento de futebol Marcos Pedroso.

Natural de Rosário do Sul, na adolescência, Claudinho se mudou para Santa Maria para iniciar o segundo grau na cidade. Foi então que entrou para o Colégio Marista onde praticava vôlei e futebol. Ele recorda de como a carreira no futebol começou:

– O Deca, ex-goleiro daqui, foi em uma competição do Marista olhar alguns jogos. E então viu um cabeludo lá que era goleador da competição e por coincidência o meu pai estava lá na arquibancada assistindo. O Deca perguntou e meu pai falou que eu era o filho dele. O Deca se apresentou e disse que era treinador, então me convidou para fazer um teste.

Foi então, que em 1983, Claudinho passou no teste e ingressou nas categorias de base do Inter SM. Em pouco tempo fazendo parte da base, o jogador conseguiu espaço na equipe principal:

– Tive uma turma muito boa na base em 83 e 84, que me ajudou. O Inter SM sempre disputava os títulos e competições de igual para igual com a dupla Gre-Nal. O que ajudou na ascensão de vários jogadores daqui e inclusive na minha. Em 1984, eles puxaram muita gente para o profissional e eu fui um deles.

Cluadinho recorda que a boa atuação na base e o destaque em 1985, quando foi o goleador do primeiro turno do Campeonato Gaúcho resultou no interesse do Vasco-RJ, na época, por coincidência, assim como agora, Luiz Cláudio Mello era o presidente do Alvirrubro.

No Vasco, o centroavante não teve muito espaço, já que tinha muitos concorrentes como: Mauricinho, Roberto e Romário. Ainda com vínculo com o Vasco, Claudinho foi emprestado para outros clubes, são alguns deles: Bragantino, América de Natal, Juventus e Vitória.

Além desses clubes, Claudinho tem uma longa lista de times que já atuou, entre eles alguns de fora do país: Farense Sporting Club (Portugal), FC Kosice (Slovakia), Al Arabi Sport Club (Qatar), Al Arabi Sport Club (Kuwait), Al Shoulla Sport Club  (Arabia) e Al Khalej Sport Club (Arabia).

Após se aposentar dos gramados, com 36 anos, Claudinho se dedicou aos estudos para se especializar como auxiliar técnico. Aproveitou o tempo livre, ainda quando jogador, para se dedicar aos estudos, foi então que surgiu o convite de começar o estágio na base do Vitória-BA. Após quatro meses, assumiu o profissional, onde permaneceu por três anos como o auxiliar técnico.

Mas o divisor de águas em sua carreira como auxiliar aconteceu em 2009 no América Mineiro, onde conquistou três acessos pelo clube. No América, Claudinho teve a sua maior continuidade de trabalho na carreira, permanecendo por seis anos:

– É um clube que me deu sustentação para o trabalho, que me projetou e hoje sou bastante procurado pelo trabalho que fiz lá.

Já a grande ascensão como auxiliar, foi neste ano. No começo de 2017, Claudinho recebeu o convite do Palmeiras para fazer parte da comissão técnica, no cargo de auxiliar técnico:

– Foi uma oportunidade maravilhosa. O que eu poderia alcançar dentro do meu cargo, eu alcancei, que foi chegar a um clube que dá todas as condições para todos os profissionais. É um clube que é o que eu penso de trabalho no sentido sistêmico. Lá tudo se trabalha em conjunto, todos trabalham em prol do time de cima. Isso irá me ajudar muito na bagagem que ainda terei.

Hoje, após a sua saída do Palmeiras, Claudinho estuda algumas propostas de trabalho para 2018.

No encontro com a diretoria do Inter SM, Claudinho falou sobre o carinho que tem pelo clube:

– Sempre na medida do possível estou buscando notícias do Inter SM. Torço muito pelo crescimento, faço questão de dizer que comecei aqui e que devo muito ao clube.

Além disso, também deixou um pedido aos torcedores alvirrubros:

– Apoiem, ajudem e acreditem no pessoal que está trabalhando aqui. Lembrem da força que o clube foi, dos jogadores que revelaram, façam com que isso seja um suporte. Ajudem as pessoas que estão aqui, pois não é fácil. Tem que ter paciência para o crescimento. É um clube que tem nome e estrutura para se manter na série A, então apoiem e incentivem.

Claudinho, antes de se despedir da conversa na Baixada, agradeceu ao Inter SM e ressaltou o carinho pelas pessoas do clube e pelos ex-colegas de profissão:

– Tenho sempre uma boa lembrança, fico muito feliz por ter plantado isso em minha vida.

Da esquerda para a direita: Marcos Pedroso, Cezar Saccol, Claudinho e Vinicius Munhoz.
Foto: Renata Medina

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